De perder os últimos US$ 50 a seis recompensas financiadas: como Ivana aprendeu a não se apressar

Histórias de Sucesso
16 setembro 2026

Ivana tem 38 anos, é croata de nascimento e mora na Bósnia desde 2022, após passar 33 anos na Alemanha. Ela cria uma filha de nove anos, cuida de cavalos e começou a operar no mercado em 2020, depois que a pandemia a fez perder um emprego com o qual contava. Seis anos, duas contas pessoais perdidas e mais desafios fracassados do que ela consegue contar depois, ela agora mantém duas contas financiadas na The Trading Pit e já recebeu seis recompensas, totalizando US$ 3.137.

“Sempre fui uma mulher que não faz o que todo mundo faz”, diz ela ao se referir ao momento em que decidiu que valia a pena tentar negociar. Essa acabou sendo uma descrição bastante precisa de como ela negociava também.

De uma captura de tela do Facebook a uma estratégia própria

A introdução de Ivana ao mundo das negociações foi quase por acaso. Ela viu uma captura de tela no Facebook, pesquisou no Google por curiosidade e, em seguida, ouviu falar de uma amiga que acabara de se matricular em uma academia de negociação e já estava falando sobre o assunto. “Ela disse: ‘Se você quiser, pode fazer isso comigo’”, lembra Ivana.

Ela se matriculou em uma academia de trading para aprender o básico: o que era um gráfico e como funcionava o trading. Após um ano, ela ainda não estava lucrando, então continuou procurando, aprendendo com outros professores, vídeos do YouTube e outras estratégias, até que, por fim, desenvolveu um método totalmente próprio.

Dois anos no Personal Capital e um ano aprendendo a confiar em si mesma

Ivana negociou com seu capital pessoal por cerca de dois anos antes de ouvir falar em negociação por conta própria. Ela teve prejuízo durante a maior parte desse período e passou a ter lucro, embora de forma irregular, no segundo ano. O verdadeiro problema era prático: “Como posso viver desse dinheiro? Como posso pagar minhas contas?”, ela se lembra de ter se perguntado, e foi isso que a levou a procurar outro caminho.

Por que Ivana escolheu o “The Trading Pit”

Sua primeira reação ao conceito de negociação com financiamento foi de total descrença. “Achei que fosse um golpe”, diz ela. “Ninguém vai te dar 100 mil para você operar e ainda ficar com cerca de 80% do lucro. Pensei: ‘nem a pau, isso é falso’.”

O que a fez mudar de ideia foi conversar com pessoas reais que já usavam o serviço. Ela conheceu outros traders online que trabalhavam com o The Trading Pit, aprendeu com a forma como eles analisavam o mercado e, por fim, viu as provas por si mesma: suas recompensas, os desafios que haviam superado e uma reputação de atendimento ao cliente que se mostrou sólida diante de questionamentos. “Pensei: ‘tudo bem, é uma grande empresa, então deve ser boa, porque, se não fosse, eles não trabalhariam com ela’”, diz ela. Isso foi o suficiente para convencê-la a experimentar por conta própria e, desde então, ela também se tornou afiliada da empresa.

Aprendendo a disciplina que as regras lhe impuseram

Ivana começou a operar com dinheiro de verdade com cautela. Primeiro, ela passou cerca de dois meses em uma conta demo, treinando-se deliberadamente para se sentir à vontade operando com valores muito maiores do que estava acostumada. Depois, ela fez sua primeira aposta de verdade e perdeu; e a segunda também. Ela ajustou sua estratégia e perdeu uma terceira vez. O que finalmente funcionou foi um plano: parar de ter pressa, usar os 30 dias completos em vez de tentar ser aprovada em dois e calcular exatamente quanto lucro precisava por dia. Na quarta tentativa, ela foi aprovada e se viu com uma conta financiada de US$ 50 mil.

Chegar lá — e realmente manter essa posição — levou quase um ano desde sua primeira compra no desafio, em parte porque ela perdeu contas com fundos novamente ao longo do caminho, antes que sua disciplina conseguisse acompanhar sua ambição. Ela atribui às regras de risco da própria corretora o mérito de, por fim, ter reformulado completamente a maneira como ela negociava. Com capital próprio, ninguém dizia para ela parar, então ela continuava negociando mesmo com prejuízo até que a conta se esgotasse. Com um desafio, um limite diário fixo de perda forçava uma reinicialização. “Você precisa parar, precisa limpar a mente”, diz ela. “No dia seguinte, você vê o gráfico sob outra perspectiva.”

Dezenove dias

Dois meses antes desta entrevista, com mais tempo livre do trabalho, Ivana superou dois desafios no mesmo período de 30 dias. Ela atingiu a meta no início de agosto. Dezenove dias depois, recebeu sua primeira Recompensa. “Eu estava gritando”, conta ela. “Era o meu sonho.” Primeiro chegou um e-mail de aprovação, seguido por um segundo informando que a Recompensa havia sido enviada. Ela se preparou para uma espera de vários dias. O valor caiu na sua conta bancária na Bósnia duas horas depois. “Contei para todo mundo”, diz ela.

O estranho desconforto de vencer

A euforia não durou ininterruptamente. Com a recompensa retirada, o saldo da conta dela caiu, e Ivana se viu estranhamente hesitante em fazer sua próxima negociação, meio convencida de que perder novamente agora, de alguma forma, desfaria o que ela acabara de ganhar. Ela se afastou das negociações por dois dias, meditou, passou tempo com a família e, de propósito, gastou parte do dinheiro em algo para si mesma, só para que tudo parecesse real. Então, ela fez sua próxima negociação. Foi lucrativa e, cinco dias depois, sua segunda Recompensa chegou. “Garota, é isso mesmo”, ela se lembra de ter dito a si mesma. “Você pode viver desse dinheiro. Você pode viver de negociações. Você pode dizer que esse é o seu trabalho.”

A lógica por trás da permanência em empresas de prop trading

Ivana não tem interesse em voltar a operar com seu próprio capital em grande escala. Segundo suas próprias estimativas, ela precisaria de cerca de US$ 10.000 de seu próprio dinheiro em jogo para gerar os resultados que obtém atualmente por meio de desafios financiados — um risco que ela prefere não assumir sozinha. Uma experiência anterior com uma corretora que nunca devolveu o dinheiro de uma de suas contas pessoais só reforçou essa ideia. Perder um desafio custa a ela o valor do desafio. Perder uma conta pessoal custa tudo o que ela investiu nela. Com duas contas financiadas de US$ 50 mil já gerando lucro, seu plano é reinvestir suas recompensas em mais desafios e expandir para cinco contas financiadas de US$ 150 mil.

Regras que forçam uma reinicialização

Ivana agora opera dentro dos limites que ela mesma estabeleceu, e não apenas os da empresa: uma perda máxima de cerca de US$ 150 na primeira operação do dia, um limite rígido de cerca de US$ 300 para as perdas diárias totais e uma regra de que, após duas operações encerradas por stop loss, ela fecha o laptop, sem exceções. Um exemplo recente ficou gravado na memória dela. Em um dia, ela estava com um prejuízo de cerca de US$ 200 na primeira operação e fechou o laptop em vez de tentar recuperar o prejuízo. No dia seguinte, mais calma, ela lucrou cerca de US$ 250, mais do que recuperando o prejuízo. “Tudo bem”, diz ela sobre o próprio dia em que teve prejuízo. “É preciso perder para melhorar.” Ela descreve todo o processo menos como uma corrida de velocidade e mais como uma maratona: “Não posso ter um capital de 400 mil e ficar com raiva porque perdi o lucro de um dia. Isso não é possível.”

Primeiro a psicologia, depois a estratégia

Quando perguntada se a psicologia ou a estratégia são mais importantes, Ivana não hesita. A estratégia é importante, mas ela já viu como ela desmorona rapidamente sob pressão. Certa vez, ela tentou dez abordagens diferentes, repletas de tantos indicadores que não conseguia mais interpretar seu próprio gráfico. O que funcionou foi reduzir tudo a uma única estratégia que ela pudesse repetir e operar apenas quando realmente tivesse tempo e cabeça para isso. Se ela tiver que sair correndo para buscar a filha em trinta minutos, simplesmente não fará a operação. “Controle suas emoções”, diz ela, “porque essa é a coisa mais poderosa para obter lucro”.

Conselhos de Ivana para outros traders

Se ela pudesse voltar seis anos no tempo e dar um conselho a si mesma, Ivana sabe exatamente qual seria: não tenha pressa. Ela se lembra de ter ficado a cerca de US$ 50 de superar um desafio ou alcançar uma recompensa mais vezes do que consegue contar, e de ter se esforçado para conseguir isso em um único dia, em vez de esperar. Essas tentativas a custaram US$ 200 ou US$ 300 de cada vez, tudo para tentar superar uma diferença de US$ 50. Seu conselho agora é confiar no seu próprio plano, ignorar as opiniões dos outros e lembrar que, muitas vezes, menos é mais. “Você precisa de tempo para crescer”, diz ela.

O que vem por aí para a Ivana

Com seis recompensas, totalizando US$ 3.137, acumuladas desde seu primeiro pagamento em agosto, a próxima meta de Ivana é bem clara: reinvestir em mais desafios e trabalhar com suas duas contas atuais, cada uma com US$ 50 mil, para atingir a meta de cinco contas de US$ 150 mil. Considerando o tempo que levou para chegar até aqui, ela também não tem pressa em apressar esse processo.